quinta-feira, 29 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

E não se pode exterminá-lo!

"De acordo com as Finanças, no próximo ano, o Estado irá passar para as mãos dos privados (...)". (Público)
De facto não é exactamente isso que o "Público" diz mas poderia ser, porque é verdade. Senão vejamos



"Segundo o Programa de Estabilidade e Crescimento, o Estado quer vender as suas participações em 18 empresas, como o BPN (100%), Inapa (32,7%), Edisoft (60%), EID (38,5%), Empordef (100%) e Sociedade Portuguesa de Empreendimentos/SPE (81,1%). Da lista constam ainda a Galp (8%), EDP (25%), REN (51%), Estaleiros Navais de Viana do Castelo (100%), CP (100%) TAP (%), CTT (100%), ANA (100%), Caixa Seguros (100%) e EMEF (100%)." (M!C)

"Já não se trata de obter ganhos extraordinários e irrepetíveis com prejuízo de receitas futuras e instrumentos de desenvolvimento do país. Trata-se de uma política que aliena instrumentos para políticas públicas e degrada a situação das contas públicas a partir do momento imediato, no que ao défice diz respeito." (José Guilherme Gusmão)

Simultaneamente ...



... segundo Alexandre Soares dos Santos, Presidente do Grupo Jerónimo Martins,“O Quadro gosta de ter um prémio que é esse prémio que lhe permite oferecer um carro à mulher, ou comprar uma segunda casa, ou fazer uma viagem ou melhorar a escola dos filhos.” ... pornografia da pesada ... “Isto desaparece” ... promessas ... “Então o que é que este governo vem agora dizer, que eu acho que é um crime perfeito. Quem é gestor passa a pagar IRS, passa a pagar IRC e isto dá num autêntico roubo.” (SIC)

Entretanto, nem tudo está perdido, pode ser que os socialistas de esquerda decidam impôr alguma ordem neste descalabro.
"Ala esquerda do PS 'em choque', PSD não garante viabilização" (DN)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

As crónicas do DN

Anos a fio procurei eu as deliciosas crónicas que a minha tia, atenciosamente, guardava para a sobrinha que ora vos escreve. “Não vá dar em iletrada. Ao menos alguma coisa lê”.
Religiosamente, sentava-me na grande mesa da biblioteca, junto dos reformados e, estoicamente, segurava as gargalhadas, resguardando-me dos olhares acusadores a que já tinha sido exposta em diversas ocasiões. Aquelas crónicas eram um perigo.

Sempre me convenci de que eram assinadas por um tal de “Arsénico & Caramelo” mas, tanto a minha tia como o meu irmão, me asseguraram que isso era um cartoon que saía também no suplemento de um jornal daquele tempo ... infelizmente, as crónicas nem vê-las.

O que escrevo, se escrevo (umas letras a seguir às outras, com espaços pelo meio e sinais que vou distribuindo mais ou menos criteriosamente), e como o faço, devo-o a essas crónicas que bebi até a fonte secar. As minhas palavras fotográficas vêm daí (neste caso até não são tão fotográficas assim mas fica o link na mesma).

Como a net é uma rede de cerejas que puxa muitas conversas, fui parar a um blog onde um nome me acordou algo na memória. Onésimo Teotónio de Almeida (...) Crónicas no DN. Claro!

Não é Arsénico & Caramelo mas é Onésimo Teotónio, o que vai dar quase no mesmo.

Agora só falta ir ao DN e rezar para que tenham lá uma senhora como a minha tia, que me fotocopie todas as cronicas do Sr. Almeida, que religiosamente guardou.

Nota: Entretanto, quando vi o título “Que nome é esse, ó Nézimo? – E outros advérbios de dúvida”, alguma coisa, mesmo nas "traseiras d'alembradura", me dizia que eu já tinha lido esse livro e que, também nessa altura, tinha reconhecido o autor das tão procuradas crónicas (só faltava saber qual o jornal). Um auxiliar de memória, o meu marido, lembrou-me que o livro nunca foi meu e que me foi emprestado pelo nosso excelentíssimo anfitrião em Moçambique (daí o esquecimento), o JPT.

Eu sei a quem é que eu agora chamava "Palhaço"

Que me desculpem os artistas mas o vocábulo foi definitivamente confiscado.

"O Governo Regional da Madeira não vai declarar o estado de calamidade. " (Público)

"O temporal provocou a morte a uma turista britânica que foi arrastada pelas águas, mas parece não ter tido grande impacto nos equipamentos hoteleiros. Mas o receio de que a imagem da catástrofe venha a assustar os turistas leva até o Governo Regional a evitar decretar o estado de calamidade pública. Segundo apurou o DN, Alberto João Jardim quer, assim, evitar que a economia do turismo, que em 2009 trouxe quase um milhão de visitantes à região, sofra ainda mais do que com a crise. " (DN)