O general sem medo from Videoteca Municipal de Lisboa on Vimeo.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
O Senhor da animação em Portugal
Até muito tarde não lhe conhecia o nome e achava que Vasco Granja, era o homem que apresentava a TV Rural. Este também exigia paciência . . . ao meu avô, que tinha que nos mandar calar a cada cinco minutos.
A Checoslováquia era um dos lugares distantes, onde se produziam todos aqueles desenhos animados, sobre os quais Granja tinha sempre tanto a dizer. Era aí que entrava paciência (esgotada por ele, como o referi no "e perguntam vocês, hilariante porquê?"). Esperar pelas palavras mágicas “Tex Avery” (apesar de ver também Norman McLaren e os benditos Checos), era um exercício de perseverança que me deu alguma preparação para a vida. Foi com ele que eu passei os únicos momentos despertos da minha infância em repouso. E foi através dele que conheci outros mundos, outras culturas e outras animações para além do franjinhas.
Levei algum tempo a entender como é que o meu irmão conseguia ver tudo, sempre com o mesmo entusiasmo. Quando ele foi estudar Artes plásticas para a Checoslováquia percebi, estava-lhe no sangue.
Não sabia que estava doente. Foi por isso com surpresa e pena que recebi a notícia, esta manhã. Vasco Granja morreu esta madrugada em Cascais (Público).
Justiça lhe seja feita. Não era bem assim.
Era mais assim,
e assim.
Entrevista
sábado, 2 de maio de 2009
Personalidades em fuga
Ele aproximou-se do nosso grupo animado, três cervejas depois do desfile chegar à Alameda. Em jeito de cumprimento, sai-me esta “Então era você que estava para ali a gritar no palco e não deixava ninguém ouvir a música” (faço notar que nesta altura, a música na Alameda era, como sempre, uma nublosa salada de ruídos e de músicas indistintas). Seguiu-se a gargalhada geral.
Felizmente, para mim, o Carvalho da Silva é uma personalidade inteligente, com sentido de humor (que se calhar não achou tanta graça como nós mas percebeu a piada) que certamente não me irá evitar num próximo evento. Nem ele nem qualquer um dos meus amigos, que me conhecem e não sentem os seus brios ameaçados pela minha personalidade brincalhona.
Infelizmente o momento não foi dos melhores (acontece) e por isso, aproveitando a maré, o meu pedido público de desculpas.
Os vídeos
Candidato do PS às europeias alvo de apupos e agressões (RTP1)
Vital Moreira abre campanha eleitoral (RTPN)
A notícia
Vital Moreira agredido e insultado na manifestação da CGTP (SIC)
Ofensas pessoais e água atingiram delegação socialista no desfile do 1º de Maio (Público)
Manifestações marcadas por incidentes (Rádio Renascença)
Reacções
Carvalho da Silva (SIC)
Diário de candidatura (Causa nossa)
Ofensas contra Vital Moreira foram “uma agressão contra o PS”, diz Vitalino Canas (Público)
Vital Moreira acusa implicitamente PCP por insultos e agressões no 1º de Maio (Público)
sábado, 18 de abril de 2009
Uma relíquia para o meu amor
E para quem não teve francês na escola, aqui vai NE ME QUITTE PAS - LEG.EM PORTUGUES
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Agora é que me avisam?!
Na dúvida, podemos sempre seguir-lhes o rasto. “Não. Tu fizeste o 1º, o 2º e o 3º aniversário na creche" ... "o 12º foi quando bebeste a garrafa de aguardente de pêra do Gusmão" ... "no 25º foste àquele bar de música ao vivo, com o teu namorado ciumento e cantaste “Deixa a menina” e o “Please don't talk about me when I'm gone” nesta e nesta versão." Como se chamava o bar? ... (e aqui começa a consciencialização de que atingimos a idade da mãe) ... "e não te lembras que fizeste aquela festa, em que juntaste os teus amigos (que se costumam baldar sempre) e familiares (que nunca saem de casa) num restaurante em Alfama? Foi quando fizeste quarenta.” Pois. Nem tinha reparado.
Agora, quando fui a uma entrevista e me ouvi a perguntar quanto é que pesava a caixa do computador que levaríamos para gravar as transmissões, caí em mim. Quando queremos assegurar de que não estamos a aceitar demasiada areia para a nossa camioneta ... passámos dos quarenta e nem demos por isso.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Com três letrinhas apenas ...
Do lado de dentro, o rapaz, que a encara entre o amedrontado e o provocador, segura uma bola.
Um “Sai daí júnior. Já!”, num sussurro quase gritado, não demove o rapaz que permanece impávido, colado ao chão.
De repente ela vira-se, agarra num dos tocos partidos e assume a ameaça. O misto de desespero e loucura estampados no rosto fazem-me despertar para tempos idos. Eu criança de novo, a ver aquele olhar da minha mãe pela milésima vez.