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sábado, 2 de maio de 2009

Personalidades em fuga

Ele aproximou-se do nosso grupo animado, três cervejas depois do desfile chegar à Alameda. Em jeito de cumprimento, sai-me esta “Então era você que estava para ali a gritar no palco e não deixava ninguém ouvir a música” (faço notar que nesta altura, a música na Alameda era, como sempre, uma nublosa salada de ruídos e de músicas indistintas). Seguiu-se a gargalhada geral.
Felizmente, para mim, o Carvalho da Silva é uma personalidade inteligente, com sentido de humor (que se calhar não achou tanta graça como nós mas percebeu a piada) que certamente não me irá evitar num próximo evento. Nem ele nem qualquer um dos meus amigos, que me conhecem e não sentem os seus brios ameaçados pela minha personalidade brincalhona.

Infelizmente o momento não foi dos melhores (acontece) e por isso, aproveitando a maré, o meu pedido público de desculpas.

Os vídeos

Candidato do PS às europeias alvo de apupos e agressões (RTP1)

Vital Moreira abre campanha eleitoral (RTPN)

A notícia

Vital Moreira agredido e insultado na manifestação da CGTP (SIC)

Ofensas pessoais e água atingiram delegação socialista no desfile do 1º de Maio (Público)

Manifestações marcadas por incidentes (Rádio Renascença)

Reacções

Carvalho da Silva (SIC)

Diário de candidatura (Causa nossa)

Ofensas contra Vital Moreira foram “uma agressão contra o PS”, diz Vitalino Canas (Público)

Vital Moreira acusa implicitamente PCP por insultos e agressões no 1º de Maio (Público)

Vital Moreira foi em demanda da sua Marinha Grande ...

Arrastão do Martim Moniz: os suspeitos do costume

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Burlada pela segunda vez, agora com a ajuda do Estado.

Ainda às voltas com questões antigas . . .

"BCP quer resolver litígios com pequenos accionistas lesados com aumentos de capital de 2000 e 2001" (Diário Económico)

"O BCP acaba de apresentar a“Convenção de Mediação” para tratar de convencer os clientes que foram lesados (...) " quando "Incentivou os seus funcionários para atrair os clientes, a todo o custo. Não importava que fossem doutores ou ignorantes, ricos ou pobres, conhecedores ou leigos, na matéria. Se tinham ou não condições para facilitar-lhes esses créditos ( todos sabemos quão difícil é ter todas as garantias para obter um crédito) O importante era conseguir, quantos mais clientes melhor….O plano estava em andamento ! estava bem oleado ! funcionava às mil maravilhas, para os propósitos do banco." (BCP crime)

. . . não me convencem de que é o Convenio de Mediação e Arbitragem que me vai pagar o que já perdi na brutal desvalorização das tais acções e o que estou a perder nas mensalidades astronómicas, que pago pelo tal crédito à habitação estupidamente vantajoso. Tal como muitos outros

CRIME BCP

CONTINUAÇÃO DO CRIME

VIDEOS BCP CRIME

Por fim, a cereja em cima do bolo. Só faltava isto.
Eu, que estou com a corda bem pertinho da garganta, (apesar de tudo, vou-me aguentando melhor que muitos) vou ajudar o meu agressor a aperta-la.

"Governo quer carta-branca do Parlamento para apoiar os bancos" (Público)

“Por cada contribuinte está o Estado a comprometer-se com quatro mil euros. Que garantias exige aos beneficiários?” (Público)

Optimista, espero que, tal como o BE exige "(...) o Governo assegure o interesse público na aplicação do Plano Teixeira dos Santos, que prevê a criação de uma linha de garantias até 20 mil milhões de euros para ser usada pelo sector bancário em caso de necessidade, e garanta que o Estado não será lesado. (Público)

como também espero « "(...) a responsabilização individual e patrimonial dos membros do Governo, administradores das instituições bancárias" que "responderão com o seu património por eventuais prejuízos que o Estado venha a ter no incumprimento das suas obrigações."» (Público)

sábado, 4 de outubro de 2008

Se me perguntarem o que é que ele disse, não saberei precisar.

Depois do período infantil das histórias aos quadradinhos e antes do universo juvenil da Enid Blyton, que tão bem nos demonstrou o que é um pequeno-almoço a sério (disso não me esqueci eu), da "Colecção Azul" e da "Colecção Vampiro", a minha curiosidade virou-se para uma literatura um pouco mais densa. Dinis Machado foi o meu segundo autor de eleição.

No lar comunista onde eu tive o privilégio de florescer, a escolha literária não era muito diversificada e entre “O capital” e o “Cem anos de solidão” . . .
Gabriel Garcia Marques foi então minha primeira escolha.

Quanto à segunda, “ O que diz molero”, penso que se deveu ao meu interesse pelo que as pessoas tem a dizer (a tal faceta de antropóloga nas horas vagas) e lembro-me que me diverti tanto que repeti a dose. É a única coisa que me lembro. Se me perguntarem o que é que ele disse, não saberei precisar (talvez com uma ajuda do Antropocoiso)

Fiquei a saber hoje, pelo Público, que "O escritor e jornalista português Dinis Machado, autor entre outras obras de "O Que Diz Molero, morreu hoje". Não posso deixar de agradecer. Iniciar uma pré-adolescente, na actividade sedentaria que é a leitura, não é para todos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mais um atropelo

Tinha acabado de ler um post que, não posso dizer que me tenha chocado, tendo eu conhecimento de vários casos idênticos (tornei-me estupidamente insensível) mas mais uma vez, senti-me revoltada.
Agora, a ler o Público . . . sinceramente, sempre pensei que o Supremo Tribunal, pelo menos neste caso, fizesse Justiça. Já não leio mais nada hoje.

Uma integração positiva

Como insinuei num comentário que fiz no post O ministro as praxes e os cretinos do Antropocoiso, sou contra.

Mas quem sabe . . . talvez me façam mudar de ideias. Se realmente o querem fazer, sejam construtivos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Não se coíbam

Não é para me gabar mas eu sou, cuspidinha, a cara da Manuela Ferreira Leite (como se pode comprovar pela imagem do perfil). Também já me disseram que com uma certa luminosidade e de um ângulo que eu nunca consegui ver, aparento o Bob Hope . . . e tenho alguma experiência em teatro.

Entrevista Gato Fedorento

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um NÃO mais redondo que os números

Acabei de ver, no cinco dias, a rejeição ao tal plano.

Nancy Pelosi, não podia ser mais clara. Ou podia?

Para que não venham depois dizer que não ouviram . . .

(…) When was the last time anyone ever asked you for seven hundred billion dollars? It’s a staggering figure. And many questions had arisen from that request. And we have been hearing, I think, a very informed debate on all sides of this issue here today.
(…)
Seven hundred billion dollars, a staggering number, but only a part of the cost, of the fail Bush economic policies to our country. (…) Anything goes economic policy. (…) They claim to be free market advocates, when it’s really an anything goes mentality. No regulation, no supervision, no discipline. And if you fail you will have a golden parachute and the taxpayer will bail you out. Those days are over. The party is over in that respect.
Democrats believe in a free market. We know that it can create jobs, it can create wealth, it can create many good things in our economy. But in this case (…) it has created, not jobs, not capital, it has created chaos.

(…)
But it wasn’t just the money that was alarming. It was the nature of the legislation. It gave the secretary of treasure (…) unlimited powers, latitude to do all kind of things and specifically prohibited (…) a revue of any other federal administrative agency. (…) Another aspect (…) that was alarming is that they gave the secretary (...)

Não se consegue ouvir o resto. Quais os outros aspectos alarmantes do "pacote de salvamento" . . . por mim acho que já chega.

"(...) foram muitos os eleitos nas duas bancadas que mantiveram as dúvidas sobre a eficácia ou a legitimidade desta intervenção estatal no sector privado." (Público)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Deixa ver se percebi . . .

Barack Obama (segundo o mesmo) entrou em contacto com John McCain e sugeriu que unissem esforços no sentido de trabalhar em conjunto para limar as falhas do "plano”. Coisa de pouca monta. Obama enuncia algumas delas e por aí poderão ver como o homem é picuinhas.

Decidem ir a Washington, discutir o tal "plano de 700 mil milhões de dólares para combater a crise financeira".

Decidem também, fazer um declaração conjunta e . . . logo a seguir . . . McCain surge na televisão, declarando que suspende a campanha e quer adiar o debate presidencial, porque tem que ir a correr para Washington resolver algumas falhas que surgiram (out of the blue).
Se isto não é campanha, eu estou a ficar senil.

Ah! Já me esquecia daqueles pequenos pormenores que tinham que ser limados (com uma grosa muito grande) e que Obama conseguiu inventar em poucas horas.
"O senador do Illinois precisou, num comunicado emitido ao mesmo tempo que a declaração conjunta das duas candidaturas, que o plano de salvação do sistema financeiro deverá responder a cinco princípios essenciais: a supervisão do uso de dinheiros públicos por uma comissão independente; a protecção dos contribuintes assegurando-lhes que o seu dinheiro lhes será restituído quando a crise terminar; a garantia de que o plano não será aproveitado em benefício dos presidentes de Wall Street, cuja irresponsabilidade contribuiu para a crise; a certeza de que o plano irá ajudar as famílias que estão a lutar para manter as suas casas e a garantia de que o plano não irá servir interesses particulares." (Público)

Já agora, vejam o cinco dias.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A chorar sobre o leite derramado

Eu nem preciso de vir de África para me sentir indignada com "Um grupo de agricultores (...) despejando 25 mil litros de leite para a estrada" (Público)

Ninguém me convence de que não existem outras formas de protesto!